Agora aqui em Pernambuco tem até briga pra ver quem vai usar a furadeira! Brincadeiras a parte, as conquistas continuam, tem gente que tomou mais gosto pelo "serviço" de abrir vias do que por escalar vias prontas, o resultado disso são novos points de escalada e cada dia mais vias abertas nos locais já consagrados.
As duas últimas foram em Brejo da Madre de Deus, a primeira conquistada no "Dia do Trabalhador", feriado que deu nome à via, pelos escaladores locais Silas e Junior. A via fica no "Setor do Diedro", onde existem mais algumas vias no mesmo estilo.
Repeti ela com o Miguel no domingo que teve a V Mulambada, fizemos bem cedinho, antes do trabalho começar! A via está muito boa, protegida com chapeletas ao longo da via, e paradas duplas a cada 30m com grampos P. São 110 m de escalada fácil, mas com as proteções espaçadas, a linha segue por várias canaletas finas do início ao fim.
O acesso à este setor foi atualizado: Saindo da cidade em direção à Serra do Estrago, subir (esquerda) na rua anterior ao colégio André Cordeiro, pegar a segunda à direita (rua sem saída), pular a cerca no fim da rua e seguir por trás do colégio pelo descampado, depois pela trilha aberta, passando por duas cercas, seguindo os tótens até a base do Diedro, visível na esquerda da foto abaixo. Depois seguir margeando a pedra, pouco após a trilha afastar-se da pedra, buscar uma saída à esquerda, para um patamar elevado, onde inicia-se a via.
Dia do Trabalhador (Setor do Diedro)

Croqui da Dia do Trabalhador (Clique para ampliar)
A outra via fica na Pedra do Terço, no Sítio Paridas, pouco depois da Serra Rasa.
Conquistamos esta na sexta-feira que antecedeu a Mulambada, com a companhia do paulo Brito.
Na imagem não dá pra ver direito, mas no meio da pedra tem um diedro visível do chão, com cerca de 20 metros pelo menos, miramos nele e comecei a conquista.
Subi 30 metros fáceis em agarras boas e bati a primeira chapa, quando o terreno ficou um pouco mais delicado, puxando um pouco pra esquerda afim de encontrar o diedro. Chegando lá, pra minha surpresa, não cabia nenhuma peça. a pseudo-fenda era rasa e aberta, segui por mais alguns lances e bati uma chapa no fim do diedro, onde a pedra fica um pouco vertical. Contornei pela esquerda a parte mais ingrime e bati a parada dupla, a 60 metros (depois bati mais uma chapa no lance, pra passar reto sem perigo de chapar na rampa).
Paulo pegou as chapas, a furadeira marreta, estribos e tudo mais e tocou a segunda enfiada, cheio de peso inútil! Foram cerca de 20 metros tranquilos até a pedra perder a inclinação e continuar por mais 20 m suavemente até o cume, onde tem um cruzeiro que pode servir de ancoragem.
Devido ao reduzido número de proteções e especialmente ao cruzeiro no cume, demos o noma de "Proteção Divina" pra via.
Optamos por deixar ela mais "limpa" pois não é necessário descer de rapel. Chegando no cume, não dá pra rapelar, vire à esquerda e siga uma trilha rápida até a base. Ainda assim é possível rapelar da P2 com 01 corda de 60 m.
Já tem, mais um projeto em andamento ao lado, com 30 metros.
Proteção Divina (Pedra do Terço)
Croqui da Proteção Divina (Clique para ampliar)
Comentários